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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Dependentes químicos - AllTV entrevista Eli Mendes de Moraes 29/01/2013


Postado por Eli Mendes de Moraes às 13:49 Nenhum comentário:
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Métodos e terapias incluídas em estratégias no tratamento da dependência química

Como citado anteriormente, o tratamento da síndrome de dependência de substâncias psicoativas deve ter a característica multidisciplinar, com a participação de profissionais de especialidades diversas (psiquiatra, médico clínico, enfermeiro, psicólogo, assistente social, etc.). O trabalho de cada um é ao mesmo tempo autônomo e integrado na estratégia de recuperação do indivíduo.

As principais formas de atuação dos profissionais podem ser agrupadas segundo as modalidades:

  • Seguimento individual – aconselhamento;
  • Psicoterapia individual;
  • Psicoterapia em grupo;
  • Prevenção de recaída;
  • Treinamento de habilidades sociais;
  • Tratamento familiar

Ao lado destas, sem que possa ser considerado tratamento, mas sim como um apoio importante, encontra-se a participação do paciente em grupos de auto-ajuda, tais como o AA e o NA. Sem que tenha o rótulo terapêutico, estas constituem-se meios essenciais para a obtenção de resultados favoráveis no tratamento (vide capítulo 8). A participação deve ser estimulada por todos os profissionais envolvidos na assistência aos pacientes.

O objetivo final de todas estas técnicas é que o paciente desenvolva capacidade de evitar comportamentos associados ao consumo, lidando melhor com relacionamentos e com fontes de estresse, aumentando a auto-estima e promovendo uma mudança significativa do estilo de vida do paciente. Podemos agrupar estas estratégias nas modalidades psicoeducacional/aconselhamento, cognitivo-comportamental (a prevenção de recaídas é um de seus métodos mais importantes) e orientados para a resolução de conflitos psicológicos ditos "profundos" ("insight").

Estas intervenções têm ampla aplicação na fase do tratamento que se segue: à prevenção de recaída (manutenção da abstinência) e à mudança do estilo de vida. Geralmente se inicia após o paciente ter obtido algumas semanas de abstinência e promovido algumas modificações em sua rotina básica.

Mitos e fatos sobre a recaída (Washton, 1989):

MITO

FATO

A recaída é falha no tratamento

A recaída é um erro evitável, podendo ser utilizada para detecção de estímulos antes desconhecidos.

A recaída ocorre somente no momento que o paciente usa álcool ou drogas.

A recaída começa dias antes do consumo. Mudanças de comportamento e atitudes, exposições inadvertidas a situações de risco precedem o consumo da droga.

A recaída do dependente só ocorre quando ele usa a própria droga.

A recaída ocorre quando qualquer droga que altera o psiquismo (incluindo o álcool) é consumida pelo paciente (exceto medicações prescritas por médico). Álcool freqüentemente inicia o processo de recaída do dependente de cocaína.

A recaída é sinal de pouca motivação

Mesmo o paciente mais motivado apresenta recaídas. O processo de prevenção de recaídas é árduo e longo.

A recaída anula o que o paciente havia conquistado.

O paciente vai estruturando sua rotina paulatinamente, e quando ocorre a recaída, muitas das modificações são mantidas, devendo ser reforçadas as "pistas" que esta recaída forneceu.

A ausência de recaídas garante a recuperação do paciente.

Existem pacientes que não recaem, mas que nunca se recuperam dos prejuízos que a dependência proporcionou (ausência de mudança do estilo de vida).

A recaída é um acidente.

A recaída é previsível e evitável.

Finalizando o presente capítulo, é importante relacionar os elementos obrigatórios no trabalho psicoterapêutico bem sucedido para indivíduos dependentes:


1 - Abordagem da ambivalência – os pacientes têm a ilusão de poder controlar seu consumo, sem ter que abandoná-lo, têm intensa dificuldade de aceitar a própria dependência. Sem que a ambivalência seja focalizada, o paciente não se engaja em tarefas ou estratégias para evitar o consumo.

2 - Reduzir a disponibilidade da substância (droga) – É imprescindível que o paciente tome todas as medidas possíveis para não ter contato com drogas e álcool, principalmente no início do processo de recuperação. Medidas de "teste do controle" costumam ter resultado catastrófico. As exposições "acidentais" às drogas já são de intensidade suficiente para que a metade dos dependentes de cocaína abandonem o tratamento logo no seu primeiro mês.

3 - Evitar situações de alto-risco – de forma semelhante ao anteriormente citado, lugares e pessoas associadas ao uso de álcool e drogas são intensos estímulos para o consumo, desencadeando "fissuras" muitas vezes incontroláveis para os pacientes.

4 -Evitar os estímulos condicionados na rotina do consumo – semelhante aos anteriores.

5 - Modificação do estilo de vida – desenvolver alternativas de comportamento, de obtenção de prazer, relacionamentos e outras aspectos vivenciais, propiciando recuperação dos prejuízos sobre às diferentes áreas de impacto da dependência.

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