terça-feira, 27 de março de 2012

Uma droga alucinógena da África pode curar vícios?


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Por Natasha Romanzoti em 18.04.2012 as 14:00 RSSRSS Feeds
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Você talvez já tenha ouvido falar sobre isso. Nas rodas de conversa desde os anos 1960, alguns cientistas e ex-viciados em drogas defendem um tratamento radical para o vício: um alucinógeno chamado ibogaína, derivado de uma planta africana, que em alguns casos parece diminuir ou acabar com os sintomas de abstinência da heroína, cocaína e álcool.
Mas, se faz esse milagre todo, por que não é amplamente utilizado?

Histórias de sucesso

Por quase 15 anos, a vida de Thillen Naidoo foi governada pela cocaína. Ele cresceu em Chatsworth, um município nos arredores de Durban na África do Sul, cercado por drogas. Depois de uma infância conturbada e da morte de seu pai, ele virou-se para a cocaína.
Frequentemente discutia com sua esposa Saloshna, e às vezes até mesmo a abusava fisicamente. Até o momento em que conheceu
o Dr. Anwar Jeewa, em um centro de reabilitação em Chatsworth, Naidoo havia tentado parar de se drogar várias vezes e falhado.
Jeewa ofereceu-lhe uma solução radical: uma droga alucinógena utilizada em cerimônias tribais da África Central que acaba com o desejo de drogas. Naidoo estava ansioso. “Eu não sabia o que era ibogaína, nunca esperei que funcionasse”, disse.
Depois de vários exames médicos, ele recebeu uma pílula. Em pouco tempo, começou a alucinar. Ele viu enxames de peixes voadores sobre sua cabeça, sentiu a sala em torno dele se mover e um zumbido constante tocava em seus ouvidos. Cenas de sua infância piscaram brevemente diante de seus olhos.
Cada vez que alguém se aproximava para verificar se ele estava bem, ele sentia uma onda de medo.
O efeito alucinógeno foi passando durante a noite, mas nos próximos dias, Naidoo se sentiu estranho. Quando voltou para casa uma semana depois, percebeu que já não ansiava cocaína. Seis meses depois, ele ainda está sóbrio.
Ele frequenta um grupo de terapia de dois dias por semana, onde aprende as habilidades necessárias para manter um estilo de vida sem drogas. “Minha mente mudou. Eu nem posso olhar para trás e lidar com essas questões sem chorar e sentir pena de mim mesmo”, conta.

A história do alucinógeno

Jeewa estima que já tratou cerca de 1.000 pessoas com ibogaína. Entretanto, a substância permanece em grande parte não reconhecida pela maioria da classe médica.
A droga, derivada da raiz de uma planta chamada iboga, é usada há séculos pelos povos Bwiti do Gabão e Camarões, como parte de uma cerimônia de iniciação tribal.
Mas não foi até 1962, quando um jovem viciado em heroína chamado Howard Lotsof se deparou com a ibogaína, que seu valor como um tratamento da dependência foi descoberto.
Lotsof percebeu, após usar a planta, que não tinha mais compulsão por heroína. Ele se convenceu de que tinha encontrado a solução para o vício e dedicou boa parte de sua vida à promoção da ibogaína como um tratamento.

O que a ciência tem a dizer

Na visão dos cientistas, a ibogaína afeta o cérebro de duas maneiras distintas. A primeira é metabólica. Ela cria uma proteína que bloqueia os receptores no cérebro que despertam desejo, parando os sintomas da abstinência.
“A ibogaína tende a acabar com a abstinência imediatamente, trazendo as pessoas de volta ao seu estágio de pré-dependência”, diz Jeewa. Na desintoxicação normal, este processo pode levar meses.
Seu segundo efeito é muito menos entendido. Ela parece inspirar um estado de sonho que é intensamente introspectivo, permitindo que os viciados pensem sobre problemas em sua vida que eles usam o álcool ou as drogas para suprimir.
Mesmo assim, a ibogaína teve pouco sucesso e foi proibida nos EUA, junto com a psilocibina (cogumelos) e LSD, em 1967. Na maioria dos outros países, a substância continua não regulamentada e não licenciada.
Lotsof montou uma clínica privada na Holanda na década de 1980 para tratar com a substância, e desde então clínicas semelhantes surgiram no Canadá, México e África do Sul. Essas clínicas operam em uma “área confusa”, legalmente falando.

Estudos e resultados

Um pequeno grupo de cientistas ainda está trabalhando para tornar a ibogaína um tratamento padrão.
No início de 1990, Deborah Mash, neurocientista e especialista em dependência da Universidade de Miami, EUA, descobriu o trabalho do Dr. Stanley Glick, um cientista que havia pesquisado o efeito da ibogaína em ratos.
Glick viciou os ratos em morfina, um analgésico opiáceo, permitindo-lhes que a tomassem através de um tubo. Ele então deu-lhes ibogaína, e descobriu que eles voluntariamente pararam de tomar morfina.
Ao mesmo tempo, Howard Lotsof entrou em contato com Mash e eles começaram a trabalhar juntos. Em 1995, conseguiram aprovação para investigar o seu potencial em seres humanos.
Mas estes testes custam milhões de dólares, e eles não conseguiram subsídio para a pesquisa. Normalmente, esse dinheiro viria de grandes empresas farmacêuticas, mas drogas como a ibogaína oferecem pouco potencial de lucro.
Ela só precisa ser tomada uma vez, ao contrário de tratamentos convencionais para o vício em heroína como a metadona, que é um substituto e viciante em si. Também, as empresas farmacêuticas ganham dinheiro patenteando produtos químicos novos, mas a ibogaína é uma substância que ocorre naturalmente e é difícil obter uma patente sobre isso.

Histórias de horror

A ibogaína também vem com alguns riscos. Ela retarda o ritmo cardíaco e, quando administrada a ratos em doses muito elevadas, danificou o cerebelo, uma parte do cérebro associada com a função motora.
Há 10 mortes sabidamente associadas com a droga. Seu uso desregulado também levou a algumas histórias de terror.
Fóruns online estão repletos de contos onde a ibogaína foi administrada em quartos de hotel ou na casa do paciente, sem apoio médico. Um alcoólatra diz que pagou US$ 10.000 (cerca de R$ 18.300) e ela não funcionou. Sua respiração não foi monitorada e ele não fez nenhum exame ou check-up antes de tomá-la.
A ibogaína também tem um problema de imagem. “Tem muita bagagem política, e muita gente já não acredita em seu potencial”, diz Glick.

Experiência prática

Depois de não conseguir obter financiamento para sua pesquisa, Mash abriu um centro de pesquisa clínica privada na ilha de St. Kitts, no Caribe, em 1996. Lá, ela coletou dados em 300 viciados desintoxicados através da ibogaína.
Ela diz que todos os pacientes apresentaram algum efeito sobre seu vício. 70% entraram em remissão por vários meses e muitos anos. Os dois primeiros pacientes da clínica ainda estão sóbrios, 16 anos depois.
“O vício em cocaína é terrível. Conseguir que as pessoas larguem o crack? Boa sorte. Mas nós fizemos isso, nós conseguimos romper viciados intratáveis”, conta.
Decidida a levar o tratamento a mais pessoas, Mash está agora trabalhando com o setor privado para criar uma versão da droga que será mais atraente para as empresas farmacêuticas.
Ela está trabalhando para isolar a noribogaína, uma substância criada a partir da ibogaína no fígado, que ela acredita ser responsável por inibir desejos, mas sem o efeito alucinógeno. 

Porque não estudá-la?

Os cientistas têm poucas esperanças de que a droga seja aprovada nos EUA e lamentam que pesquisa significativa sobre a ibogaína nunca tenha sido feita.
De acordo com um psiquiatra e especialista em dependência, o Dr. Ben Sessa, o momento para esta pesquisa poderia finalmente ser agora. Nos últimos dois anos, ocorreu os primeiros estudos científicos publicados sobre o uso de MDMA (ecstasy) em vítimas de trauma, e psilocibina na psicoterapia, e um estudo semelhante sobre LSD está previsto para este ano.
O que é necessário, diz ele, é um único estudo, em que um grupo de viciados tome uma dose padronizada da droga e outro grupo tome um placebo, ambos acompanhados de um plano completo de tratamento de 12 passos de desintoxicação.
Os médicos dizem que, apesar do potencial da ibogaína, as pessoas precisam entender os limites da droga.
“Quando você tem um paciente que está finalmente livre de drogas e cujo cérebro está de volta ao seu pleno potencial, então você pode ajudá-lo a mudar seu estilo de vida”, diz Jeewa. “Mas a ibogaína apenas ajuda a interromper o vício, não é uma cura mágica. Tem que ser tomada no ambiente certo, e seguida por tratamento e atenção psicossocial”, finaliza.[BBC]

 SINAIS INDIRETOS QUE DENUNCIAM O ADOLESCENTE COMO USUÁRIO DE MACONHA OU OUTRAS DROGAS.

Quando a mãe recebe a  noticia bombástica de que seu filho adolescente está usando drogas, a primeira  reação e a recusa da veracidade desta informação.
Enfim a mãe não consegue admitir que aquele serzinho tenro, frágil e tão dependente dos seus carinhos, esteja agora se envolvendo com drogas.

É claro que o imaginário da mãe em relação as drogas é tão tenebroso que a única forma de sentir-se melhor é resistir a essa verdade.

Então passa a anestesiar-se desse infortúnio e assim deixa de tomar providencias fundamentais nesse momento em que o adolescente está, digamos namorando a droga.

É muito comum a iniciação se dar com a maconha que é chamada por uma das formas de uso, baseado.

Digo isso porque é muito importante saber quais são os nomes aplicados às substancias, até porque o que eu quero abordar aqui são os sinais indiretos que o adolescente apresenta ao iniciar nas drogas.

Enfim o objetivo aqui é saber como certificar-se de que o seu filho esteja ou não usando alguma droga.

Um sinal muito evidente para investigar é a mudança brusca no comportamento, passando de menino bom para o rebelde da família.

Porque o adolescente ao conhecer alguma substancia alucinógena, toma posse de algo desconhecido e que lhe proporciona muito prazer. 

Como convencer um adolescente que a droga que esta usando vai lhe dar muitos prejuízos, se agora só dá prazer.

E o que é que o adolescente busca senão prazer?

Outro sinal a ser observado é o adolescente deixar de ser prestativo e não se dedicar mais aos estudos. Isto é as notas começam a baixar e assim evadindo-se das aulas varias vezes na semana e há mais reclamações dos professores.

Apresenta um sono intenso e demora mais para sair da cama e o desleixo e relaxo com suas coisas e a falta de higiene são presentes.

Um sinal fatal é que o adolescente começa apresentar irritabilidade quando é abordado naquilo que deixou de fazer e também os olhos distantes e parecem não nos ver.

Atentar também para aquelas saidinhas misteriosas que muitas vezes fica claro que não se trata de garotas.

Como eu disse, o que tem sido verificado é que os adolescentes sempre começam com maconha, então é bom observar que o apetite aumento e se torna compulsivo e desorganizado a ponto de não ter critérios e nem tampouco hora certa para se alimentar. 
Muitas vezes a comida nem vai para o prato, mas é consumida vorazmente na própria panela.
Isso é uma característica do usuário de maconha. Uma fome compulsiva e insaciável.

Quando o adolescente emagrece e apresenta anorexia, ou seja, não se interessa tanto por alimentar-se, este pode estar usando cocaína ou na pior das hipóteses, o crack.

ABORDAGEM

O adolescente tem uma necessidade imperativa de se estabelecer no seu meio e manter uma imagem impecável. Então resiste a toda e qualquer interpelação que venha sobre si e não importa de onde venha.

Como incentivar um adolescente a deixar de usar, por exemplo, maconha se proporciona o prazer e não vê nisso perigo?

Repetidamente nos grupos eles afirmam que "maconha não faz mal e só dá briza que é o nome dado ao prazer e o que não pode é usar crack porque quem usa é nóia", (termo usado por eles para indicar paranoia), como que se apenas não devesse usar o crack que é a assombroso para eles.

Os argumentos para tentar convencer o adolescente, deverão ser acompanhados de estratégias que tenham conexão com o seu universo.

Propostas serão mais acatadas se forem dadas sem a correlação com o uso de drogas, assim como atividades que provoquem no adolescente um gosto por outra possibilidade de obtenção de prazer, no caso saudável.

A mãe será de grande importância no processo de abordagem e intervenção e o diálogo é a arma principal.

Quando a mãe descobre que o filho está usando drogas, o afeto de proteção fala mais alto, e proteger significa gritar e perder o controle emocional.

É preciso ter controle emocional para não botar os pés pelas mãos, pois isso não irá funcionar e só piorará as coisas.

Quando o adolescente se sente coagido ele passa ao não dar mais informações e o mais eficiente é o dialogo.

É importante saber abordar de forma que mantenha sempre uma porta aberta para o dialogo.

No inicio, isto é, na fase em que o adolescente teve os primeiros contatos com a droga, não é indicada uma internação, pois isso não se aplica ao adolescente nessa fase, porque pode até piorar as coisas.

È extremamente importante montar um aparato eficiente, estruturando a família na problemática através de psicoterapia e grupos de autoajuda assim como NARANON, ALANON, AMOR EXIGENTE e etc.

O adolescente deve ser encaminhado para um especialista em álcool e drogas, para iniciar uma psicoterapia e se necessário for, aplicação de testes a fim de avaliar o grau de comprometimento e montar uma rede de intervenção e proteção.

Em casos graves que demandem uma internação, é melhor ter um adolescente dentro de uma clinica ou comunidade terapêutica, a vê-lo fazendo as “correrias”, assim como é chamado no trafico e acabar na Fundação Casa ou no cemitério.
                Por  Eli Medes de Moraes

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Dependência e uso nocivo do álcool na gestação

Recentemente criada pela Associação Médica Brasileira, a Comissão de Combate ao Alcoolismo e Drogas da AMB, presidida pelo psiquiatra Ronaldo Laranjeira, lançou há pouco tempo um curso on-line de Educação Continuada sobre Diagnóstico e Tratamento da Dependência e Uso Nocivo do Álcool. O programa visa apresentar uma série de técnicas para antecipar o diagnóstico da dependência química e está disponível no site da AMB (www.amb.org.br). É aberto a médicos de qualquer especialidade, gratuitamente.
 
O curso é básico, feito para identificar pessoas que fazem uso nocivo do álcool antes de se tornar dependentes, para que seja possível uma intervenção precoce. “Embora não haja uma abordagem específica, incluem-se aí mulheres, gestantes e homens. No caso das gestantes, destacam-se os riscos de uso na gravidez e as técnicas que podem ser usadas especificamente para este público”, destaca Claudio Jerônimo da Silva, diretor de ensino, professor e pesquisador da UNIAD (Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas) e da INPAD (Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Políticas Públicas do Álcool e Outras Drogas).
 
De acordo com o psiquiatra, que coordena o programa com Ronaldo Laranjeira, a investigação na gestante é fundamental, em virtude do risco de o bebe nascer com a chamada Síndrome Alcoólica Fetal.
 
“Uma investigação específica sobre o hábito de consumo do álcool deve ser feita durante o pré-natal para evitar a ocorrência do problema. A síndrome é o principal fator que deve ser prevenido, uma vez que é grave e provoca consequências definitivas para a criança, tais como deficiência mental. Isso sem falar na síndrome de abstinência na  criança, nos casos em que a mãe faz uso de álcool em grande quantidade no final da gravidez ou durante a amamentação.”
 
Nesse caso, a criança nasce irritada, chorando muito, não consegue dormir. Pesquisas mostram que crianças expostas à bebida alcoólica na gestação ou amamentação têm maior predisposição a desenvolver dependência no futuro.
 
“Não sabemos qual é o mecanismo exato, mas parece que, além da questão genética, expor ao álcool um cérebro em formação torna-o mais vulnerável a desenvolver dependência no futuro.”



Comissão de Combate ao Alcoolismo e Drogas da AMB
 
O lançamento da Comissão contou com a presença do Secretário de Estado da Saúde, Giovanni Guido Cerri, que destacou algumas estatísticas importantes relacionadas à realidade do consumo de álcool no Brasil: “40% dos menores de idade no Brasil consomem álcool e, na maioria dos casos, este consumo foi introduzido pela família”.
 
No entanto, destacou o secretário, 97% dos adultos e mais de 80% dos adolescentes apoiam a restrição ao uso de álcool por adolescentes. Quanto aos problemas relacionados à bebida, Cerri salientou a ligação com a violência geral e sexual, envolvimento com outras drogas e problemas familiares.
 
Cerri discorreu ainda sobre a lei encaminhada a Assembleia Legislativa de São Paulo que reforça a proibição da venda de álcool para menores, e também o consumo,
 
“A atual lei não prevê nenhum tipo de sanção para quando jovens consomem álcool em um estabelecimento comercial. Agora a lei amplia essa restrição, indicando que o estabelecimento é responsável pela utilização do álcool por menores. Antes existia proibição, mas não a penalidade, ou seja, a lei era inócua”. (Sai última frase: Segundo o secretário, a norma deve ser aprovada até o início de setembro deste ano.)

Acesse esse link e veja otimos videos

http://www.amb.org.br/teste/comissoes/anti_tabagismo/videos.html



SÓCRATES "Conhece-te a ti mesmo"
 



Como falar de Sócrates, que tanto brilhou no futebol e que deveria agora brilhar como médico?

Que tinha a arte de elegantemente cruzar os gramados nas últimas décadas deste século, provocando o som ensurdecedor das arquibancadas pelo mundo afora, em uníssono... gooolll!

Que tragédia!

Ironicamente, projeto-me ao passado e nos empoeirados livros encontro...  

O julgamento e a execução de Sócrates são eventos centrais da obra de Platão. Sócrates admitiu que poderia ter evitado sua condenação (beber o veneno chamado cicuta) se tivesse desistido do seu plano. Mesmo depois de sua condenação, ele poderia ter evitado sua morte se tivesse escapado com a ajuda de amigos. A razão para sua cooperação com a justiça da pólis e com seus próprios valores mostra uma valiosa faceta de sua filosofia, em especial aquela que é descrita nos diálogos com Críton”.
O Sócrates dos nossos tempos, que desafiava a lei da gravidade com sua chuteira voadora, fazendo curvas e empurrando a rede com a bola até o seu limite, também poderia ter evitado a sua morte, digamos... “precoce”.

Se tivesse bebido a metade do que de fato bebeu, poderia estar ainda encostando o seu estetoscópio no peito de pacientes sorridentes, que ao sair lhe pediriam autógrafos.
Até uma “bolinha” no final de semana quiçá, poderia bater com os amigos. Mas foi diferente! Seu nome diferentemente do passado que compilava os mais importantes jornais, hoje ficou gravado em uma lápide. Ele não era eterno é verdade, mas foi cedo demais!
Aos bebedores ditos “sociais”, digo... O Sócrates também era um!

Ideias filosóficas
As crenças de Sócrates, em comparação às de Platão, são difíceis de discernir. Há poucas diferenças entre as duas ideias filosóficas. Consequentemente, diferenciar as crenças filosóficas de Sócrates, Platão e Xenofonte é uma tarefa difícil e deve-se sempre lembrar que o que é atribuído a Sócrates pode refletir o pensamento dos outros autores.
Se algo pode ser dito sobre as ideias de Sócrates, é que ele foi moralmente, intelectualmente e filosoficamente diferente de seus contemporâneos atenienses. Quando estava sendo julgado por heresia e por corromper a juventude, usou seu método de elenchos para demonstrar as crenças errôneas de seus julgadores. Sócrates acredita na imortalidade da alma e que teria recebido, em um certo momento de sua vida, uma missão especial do deus Apolo Apologia, a defesa do logos apolíneo "conhece-te a ti mesmo".

Penso que esse dito de Sócrates tem muito daquilo que precisamos... Conhecermo-nos a nos mesmos, seria como nos envolver nos limites aos quais somos expostos e vivermos o tanto que nos foi conferido. Ou interromper a nossa historia na metade deixando o restante para a posteridade.

Sócrates também duvidava da ideia sofista de que a arete (virtude) podia ser ensinada para as pessoas. Acreditava que a excelência moral é uma questão de inspiração e não de parentesco, pois pais moralmente perfeitos não tinham filhos semelhantes a eles. Isso talvez tenha sido a causa de não ter se importado muito com o futuro de seus próprios filhos.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Abrigamento compulsório de menores é considerado um exemplo da boa recuperação

G1
Medida, que vem tirando usuários de drogas das ruas, completa seis meses nesta quarta-feira
 RIO - Cinco meses atrás, J., de 16 anos, dormia nas ruas da Favela da Mandela, uma das comunidades mais pobres do Rio, no Complexo de Manguinhos. Viciado em crack e subnutrido, ele trocava a comida pela droga e roubava para sustentar o vício. Hoje, o adolescente frequenta oficinas educativas, pratica esportes e alimenta o sonho de ser marinheiro. O motivo de tamanha mudança ele não hesita em afirmar: o abrigamento num centro de reabilitação público. J. foi um dos primeiros atingidos pela polêmica medida da prefeitura do Rio que determina o abrigamento compulsório de menores dependentes químicos, que completa seis meses nesta quarta-feira. E é considerado um exemplo da boa recuperação que está tendo a maioria das 104 crianças e adolescentes abrigadas compulsoriamente até agora pela Secretaria municipal de Assistência Social (Smas). Pouco tempo depois de ser acolhido numa operação em Manguinhos, ele reencontrou a mãe, que não via há seis anos, e começou a ser reinserido na família e na sociedade.

Como lidar com a fissura do cigarro

Chris Bertelli, iG Saúde
 
"Vontade é uma coisa que dá e passa.” A frase, utilizada desde os tempos da vovó, pode ser um alento para quem está tentando parar de fumar. Resistir ao ímpeto de levar um cigarro à boca, no entanto, não é tarefa fácil. “A pessoa precisa saber o que vai enfrentar: as crises de abstinência. Vai ter desejo, perder concentração, ficar mais irritada, pode acontecer de engordar. Mas é importante entender que essa fase passa e que a primeira semana é a mais difícil. Mas essa vontade vai diminuindo”, afirma Ciro Kirchenchtejn, pneumologista coordenador do centro de tratamentos para dependentes da nicotina HelpFumo.
 

Fumar Maconha Encolhe O Cérebro

welchkillianFran Lowry
11 nov 2011 – O consumo de maconha pode levar a uma perda de volume cerebral em indivíduos em risco de desenvolver esquizofrenia, mostra nova pesquisa.
"Já é aceito pela maioria dos psiquiatras que fumar maconha aumenta o risco de psicose no indivíduo, e mais especificamente a esquizofrenia", disse o autor Killian A. Welch, MD, da Universidade de Edimburgo, Royal Edinburgh Hospital, Reino Unido, ao Medscape Medical News .
No entanto, o risco associado com o uso da droga não parece ser distribuído de forma igual entre a população, acrescentou o Dr. Welch.
"Pessoas com histórico familiar de esquizofrenia são particularmente vulneráveis ​​aos efeitos psicotomiméticos da droga, e têm uma probabilidade de risco mais elevado de desenvolver esquizofrenia, particularmente se consumirem cannabis", disse ele. "No entanto, ainda não está claro como a cannabis afeta o cérebro para resultar no aumento do risco."
O estudo foi publicado na edição de novembro do British Journal of Psychiatry.
Redução de Volume altamente significativos

Fonte: http://www.uniad.org.br/
 

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Eventos

 Que tal um livro que faça a ponte entre a técnica de dinâmica grupal das teorias psicólogicas e as abordagens baseadas nos 12 Passos da Narcóticos Anônimos....


Este livro junta as nossas experiências:
Eli Mendes de Moraes & Ariovaldo Gonçalves Cruz


Em breve estará a disposição para venda



          Segundo Pichon-Riviére,“pode-se falar em grupo quando um conjunto de pessoas movidas por necessidades semelhantes se reúnem em torno de uma tarefa específica”.
No cumprimento e desenvolvimento das tarefas, deixam de ser um amontoado de indivíduos para cada um assumir-se enquanto participante de um grupo, com um objetivo mútuo.
Isto significa também, que cada participante exercitou sua fala, sua opinião, seu silêncio, defendendo seus pontos de vista. Portanto, descobrindo que, mesmo tendo um objetivo mútuo, cada participante é diferente. Tem sua identidade. Neste exercício de diferenciação - cada indivíduo vai introjetando o outro dentro de si. Isto significa que cada pessoa, quando longe da presença do outro, pode “chamá-lo” em pensamento, a cada um deles e a todos em conjunto. Este fato assinala o início da construção do grupo enquanto composição de indivíduos diferenciados. O que Pichon denomina de “grupo interno”.
“O indivíduo é um ser “geneticamente social”.
(Wallon)