LIBERAÇÃO DA MACONHA
As ultimas notícias sobre o assunto ocuparam bastante espaço
na mídia, até porque a polemica surgiu através de uma verdadeira autoridade nos
estudos do sujeito e da sociedade. Além de tudo é nosso ex-presidente, um homem
que deixou o legado de grandes mudanças.
Precisamos admitir que ele realmente colaborou
na abertura do espaço para as mudança que hoje desfrutamos.
Assim o assunto, digo, polemica, não condiz com a realidade
que vivemos hoje, já que lamentamos tanto
pelo tabagismo e hoje há um grande movimento para cercear a liberdade dos
fumantes e por não dizer o álcool que tem um espaço consolidado dentro do
contexto social pois este faz parte dos gritos das comemorações.
Pensando de forma em consonância com o desfecho desta
discussão que se tornou em passeata da maconha, alguém poderá organizar uma
passeata também para o tabaco, para cachaça, cocaína, crack e do que mais. Para
assim justificar que o proibido é mais prazeroso?
Enfim, acredito que essa forma de enfrentar as drogas é a
mais covarde e comodista. Não posso com o meu inimigo uno-me a ele! O governo
precisa desenvolver programas de prevenção e continuar a combater e não
justificar uma liberação deliberada.
A maconha conforme já foi estudada e avaliado seus prejuízos
pelos mais renomados profissionais da saúde, não é preciso dizer que alem de
ser difícil conter um adolescente que inicia, geralmente com a maconha, se
consiga conscientizá-lo de que a maconha esta liberada mas use com cautela. O
adolescente ao usar a maconha, com os efeitos alucinógenos já perdeu o seu juízo
critico e vai ter de lidar com a compulsividade que é uma realidade no consumo
de drogas. Estará ele em condições para ouvir qualquer apelo?
Então eu penso que o apelo do nosso ex-presidente foi
infeliz e demonstra não conhecer a fundo os efeitos e os prejuízos que as drogas
estão impondo aos usuários.
Mas é só a maconha! Poderá alguém dizer. A maconha é só a
porta de entrada e quando o adolescente a experimenta, quase na totalidade irá
desenvolver a compulsão e a tolerância. E ai é só aguardar os estragos.
Recebo mães, esposas e outros, todas as semanas em um
programa de atenção a essa problemática, onde só aparecem, lágrimas,
sofrimentos, medos e desesperanças, pelos seus adolescentes ou maridos que
estão nos grilhões da dependência de alguma substancia ou de todas.
Reflita.
E podemos discutir o assunto.
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